sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O bom e o mau de ser o primeiro !

Eu fui a primeira a nascer lá em casa ..
Meu marido também é o primogênito...
...e o Di, nosso primeiro filho !
Como tudo nessa vida, ocupar esse lugar na família tem suas vantagens e desvantagens...
Acho que o primeiro filho é o que mais recebe amor, carinho e mimos.
Não que os pais gostem menos dos que vêm a seguir.
Mas o primeiro reina única e exclusivamente !
Tudo é para ele, não há com quem dividir.
Basta olhar aqui em casa.
Não obstante ser nosso primeiro filho, o Di também foi o primeiro neto para os meus pais e meus sogros.
Já dá para imaginar a babação !
Além de receber o amor de todos, ele era a única criança a ganhar presentes e toda a atenção.
Ele ganhou tantas coisas que chegamos ao "absurdo" de termos 2 carrinhos de bebê, 2 motos para ele brincar, triciclo, roupas que mal vestiu uma vez e uma infinidade de brinquedos.
Quem dera muitas crianças terem pelo menos a metade !
Com relação a mimos e cuidados, nem se fala !
Sem contar que, como única criança, também virava o centro das atenções aonde ia: na casa dos meus pais (agora já tem a filha do meu irmão para fazer parte do espetáculo!), na dos tios, na minha sogra, enfim !!Todo mundo não tira os olhos dele para ver qual será a próxima gracinha.
Todo mundo vibra se ele dança, bate palmas, dá um sorriso e até se faz asneira.
O que tem isso de mal ?
Nada e tudo !
É ótimo ser assim tão paparicado.
Mas, às vezes, tenho receio que isso ajude a "criar" um adulto egocêntrico que se ache o centro do universo, que ache que possa ter tudo.
Exagero ?
Talvez, mas como já diz o ditado, tudo demais é veneno.
Sei que cabe aos pais educar e "moldar" a pequena criaturinha que têm nas mãos.
Mas quando se é o primeiro filho é difícil fugir dessa sobrecarga de amor e mimos.
Eu tiro por mim...
Tenho medo de ter um segundo filho, pois tenho receio de não amá-lo tanto quanto amo o Di.
Penso que já não vou poder dar-lhe toda a minha atenção e a minha energia.
Penso, penso, penso... e penso que independente de ter outro filho, preciso ser uma mãe ponderada.
Preciso amar e também educar.
Preciso ensinar limites, dar responsabilidades.
Preciso dar as bases para que meu filho seja um adulto admirável.
Que seja um homem de bem e não um eterno menininho mimado.

E com vocês ? 
Qual a vossa experiência sobre esse assunto ?

Um final de semana maravilhoso a todos ! 

3 comentários:

Vanessa e Enzo disse...

Eu vivo essa dúvida diariamente, amo em exagero mas tenho que educar, dizer não se torna complicado com aqueles olhinhos que sabem te seduzir tão bem, mas é um dever. Infelizmente eles não estarão sempre com a gente e esse mundão as vezes pode ser cruel demais. O que faço? AMO MUITO, FAÇO VONTADES, REALIZO OS SONHOS... mas se tenho que cortar as asinhas, acredite, dói em mim, mas é o que eu faço. Colocar limites é imprescindível! E as vezes sobra até pra vovó, que cai na ditadura da educação tb. Tudo bem que ela diz que avó pra essas coisas mas que sobra pra ela, sobra rs

Chris Ferreira disse...

Oi
adorei sua postagem! Acho que vc descreveu bem nossas dúvidas maternas na hora de educar!
Um ótimo final de semana para vcs!
Beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Educação em Foco disse...

Eu sou a "rapinha do taxo", filha caçula de 6!!! Fui ao mesmo tempo mimada pelos irmãos e deixada meio de lado pela mãe. Ela já tava cansada e quem cuidava de mim eram os irmãos mais velhos... Bem, é isso... Partes boas e ruins de ser caçula!
bjs, Genis ♥